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Dani namora Alina. Alina namora Guto. Está tudo certo entre os três e Alina se reveza entre as duas casas. Mas agora o governo decretou a necessidade de uma quarentena e eles decidem que estarão mais seguros juntos. O que nascerá desse isolamento?

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Conto Extra

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O que aconteceu depois

Era nosso aniversário de um ano de namoro e eu estava sentada no sofá com Alina deitada em meu colo. Guto ainda não estava aqui e tecnicamente nem viria hoje. Ele já estava há alguns meses resolvendo questões com os avós sobre inventário, preparando-se para algum eventual problema futuro. E, só para incomodar, sabendo que Guto tinha compromisso, o avô havia marcado uma reunião importante com o advogado justamente para hoje. Depois de uma briga interminável e muito bate boca, ele acabou desmarcando tudo e decidindo vir pra cá, mas resolvemos manter isso como uma surpresa pra Alina. 

Ela estava meio pra baixo, mas entendia que a situação fugia um pouco do nosso controle. Surpreendendo, colocou um filme meloso pra passar e estava agarradinha comigo desde então. Eu fazia um carinho na cabeça dela, quase tentada a contar que ele viria sim, que a gente ia poder passar nosso dia juntos. Bom, ao menos o que ela considerava o nosso dia. Guto discordava em relação à data, o que acabou nos dando dois aniversários por ano. Um já tinha passado, e agora era a vez de comemorarmos com Alina, que parecia terrivelmente triste.

— Ô bem… Logo vamos estar todos juntos. — Continuei meu carinho e tentei aliviar um pouco para ela. Por que Guto estava demorando tanto? — Você sabe que ele não fez por mal.

— Ah, eu sei. — A voz dela saiu baixinha e amuada. — Não tô com raiva dele. Só queria que a gente estivesse juntos. 

Ela não se virou para falar isso. Continuou deitada e olhando para o filme passando na televisão, e eu sabia que ela não estava assistindo nada. Era só algo para distrair sua cabeça. 

A campainha tocou e eu suspirei aliviada. Já era hora! Alina se levantou em um salto, quase contente, para em seguida murchar completamente.

— Ah, é a pizza que você pediu, né?

Não era de todo mentira que eu pedi uma pizza. Só não falei que ela viria com um brinde. 

— Pode deixar que eu vou lá receber, ok? — Beijei-a rapidamente antes de me levantar e ir em direção à entrada. 

Ajeitei um pouco meu cabelo enquanto procurava pela chave no chaveiro, ajeitando a camisa e até conferindo minha cara no espelho da entrada. Podia sentir o olhar de Alina julgando minhas ações, sem entender bem o que acontecia. 

Mesmo sabendo que ele estaria do outro lado, ainda prendi a respiração ao vê-lo. Ele raspou as laterais do cabelo hoje cedo, mas não tinha me enviado fotos ainda. A parte de cima continuava alta e bonita. Os lábios entreabertos se movendo para formar um pequeno sorriso no canto do rosto. Saí da frente da porta para que Alina também pudesse vê-lo. A expressão confusa dela logo se transformou em um sorriso enorme.

— Foi aqui que pediram algo para comer? — Ele sorria sacana. 

 Alina correu para um abraço apertado e só agora percebi que ele não trazia nada consigo. Bom, a gente de fato tinha outros planos para hoje. 

— Seus putos, escondendo coisa de mim! — Alina disse brava, mas com um sorriso no rosto. — Eu tava ali super triste e a sua cara nem queima, né, Dani? — Me puxou para dentro do abraço, que era quente e reconfortante.

Não segurei uma risada alta.

— Surpresa é surpresa. — Dei de ombros, quando finalmente nos separamos. 

— Vai ter troco, ok? — Me beijou devagar, os lábios macios sobre os meus. — E você. — Se aproximou muito de Guto, que acabou apoiado na porta recém fechada. — Vai pagar caro por isso, viu? 

Deslizou os lábios pelo pescoço dele, deixando uma trilha molhada. Guto mordeu os lábios, claramente segurando gemidos ansiosos. Eu tremia só de observar a cena. 

— Mas… — Sua voz estava trêmula. As últimas semanas tinham sido turbulentas, tínhamos muito tesão acumulado. — Temos planos pra você hoje, Lina… 

Ela arregalou os olhos, mas sorria. 

— É o seu dia, afinal — falei, abraçando-a por trás. Mordi de leve o lóbulo da orelha de Alina, que estremeceu sob os meus braços. 

— Nosso dia — ela replicou, se rendendo.

Guto beijou-a sedento. Eu queria tanto tudo que ele disse que faria. Queria vê-la gemendo descontrolada, perdida em desejo. Me abaixei um pouco, passando os dedos pela lateral do corpo dela. Comecei a subir sua camisa, passando a língua pelas suas costas e observando sua pele se arrepiar ao menor contato. Podia ouvir gemidos sendo abafados por beijos cada vez mais ávidos dos dois. 

Quando terminei de tirar a peça, Guto pegou-a pela cintura e começou o caminho em direção ao nosso quarto com ela no colo. Pareciam um só, assim, fundidos. Desesperados. Segui-os, deixando atrás de mim minhas próprias roupas, peça a peça. Não tínhamos tempo a perder. Ele apoiou-a na beira da cama, ainda sentada, e foi em direção ao guarda-roupa. Alina me olhou sedenta, mordendo os lábios. 

Corri para seus braços, beijando-a desesperadamente. Era doce, macio e urgente. Uma mudança completa de humor nos últimos minutos, quase cômica. Seu desejo agora era latente, pulsava. Ouvi Guto mexendo em algumas coisas, provavelmente pegando o que quer que fossemos usar hoje. Mas o som era distante, e só as mãos de Alina no meu cabelo importavam, os dentes de leve contra o meu pescoço, a boca descendo em direção aos meus seios, sugando-os gentilmente. 

Senti o mundo desacelerar quando Guto se aproximou de novo, os lábios passeando pelas minhas costas, as mãos apertando minhas coxas. Alina chupava um dos meus mamilos e apertava o outro por entre os dedos. Meu corpo inteiro estava em chamas, desejando mais e mais. Mordi os lábios e travei um gemido com os dentes quando senti uma voz rouca em meu ouvido: 

— Deita ela. Vamos amarrar. 

Precisei de todo meu autocontrole para não me virar e voar pra cima dele ali mesmo. O jeito que ele falava quando estava assim, tão excitado, me levava à loucura. Posicionei meu corpo sobre o de Alina, que se deitou com as costas contra a cama. Nos movemos juntas para mais perto da cabeceira, para que Guto pudesse fazer o que desejava. Ele se aproximou, segurando os pulsos dela juntos. 

Desci meus lábios pela barriga de Alina, beijando e lambendo. Enquanto ele amarrava as mãos, desabotoei os shorts e os desci. Depois subi, a boca perdida por entre as coxas dela. Passei meus dedos ali, sentindo como ela estava excitada com tudo que acontecia, muito molhada. Alina gemia baixo em resposta, a cintura se movendo contra mim. Guto levantou novamente e tirou a própria camisa, um sorriso bem grande no rosto. Buscou mais amarras para as pernas e me passou uma. 

Não tive problemas com o nó, mas prolonguei a amarração um pouco mais, passando as cordas contra a pele dela, sentindo suas reações. Medindo cada movimento. 

— Qualquer coisa, é só falar. Combinado, Lina? — Eu disse. Ela só acenou em resposta, claramente desconcertada com meus movimentos. 

Enquanto eu terminava de prendê-la, Guto tirou a calça. Depois a cueca. Ele não usava nada hoje e não se moveu. Não tinha cinta aqui em casa. Ao menos, não a que ele gostava. Olhei um segundo para ele, depois para Alina. Mas então entendi. Ele sabia o que iríamos fazer e não trouxe a cinta de propósito. Sorri, muito feliz de vê-lo tentar isso. 

Ele também sorriu conforme eu me aproximava, agora ainda mais contente. Colei sua cintura na minha, sentindo a nova sensação de cada milímetro de nossas peles se tocando sem nada entre nós. Era… interessante.

— Qualquer coisa é só falar. Combinado, Guto? — Repeti as palavras pra ele, sabendo que aquela não era uma decisão fácil. 

Só me beijou em resposta. Desesperado. As mãos forçando ainda mais nossa proximidade. Segurou minha mão e levou meus dedos à boca, chupando com vontade. O gosto de Alina provavelmente estava ali, e ele se deliciou. Eu estava cada vez mais molhada e ansiosa com seus próximos movimentos. 

Voltou a me beijar e me levou em direção à cama, ainda colado em mim. Meu corpo logo estava entre as pernas de Alina, a língua de Guto descendo pelo meu pescoço e deixando beijos molhados por todo o meu peito. 

Ele esticou uma das mãos sobre minha cabeça, provavelmente tocando Alina. Eu podia ouvir seus gemidos baixinhos, o corpo se movendo ao redor do meu. Eu tremia com cada toque, rebolando sob Guto. Ele me olhou fixamente, o rosto tão perto do meu quadril que eu podia sentir sua respiração quente contra minha pele. 

Encarei-o, pedindo por mais. Ele passou a língua no meu clitóris sem me preparar. Soltei um gemido alto, fazendo música com Alina, que continua se contorcendo acima de mim. Levei uma de minhas mãos até os cabelos de Guto, segurando firme. A outra coloquei acima da minha cabeça, tocando Alina também. Ela estava muito molhada e meus dedos se misturavam aos dele em um toque suave, mas firme. 

Rebolava a cintura contra seu rosto, querendo mais e mais. Mas também queria tocar Alina, tocá-lo, sentir o gosto na boca, a pele quente na minha. Guto pareceu ler minha mente, porque logo subiu os beijos novamente pela minha barriga e uniu nossos lábios. Levei minhas duas mãos ao seu pescoço, apertando seu rosto junto ao meu. Ele beijou minhas bochechas e chupou de leve o lóbulo de minha orelha, me fazendo gemer. 

— Acho que queremos a mesma coisa, né? — Sua voz estava mais grave e me deixou arrepiada. 

Eu sabia que a resposta era sim. Queríamos enlouquecer a Alina, deixá-la com as pernas bambas e tremendo. Ouvir seus gemidos, fazê-la gozar várias vezes. Acenei em resposta.

Beijou-me mais uma vez antes de passar o corpo por cima do meu, indo em direção ao rosto de Alina. Sentei e virei bem a tempo de vê-lo respirar fundo, olhar pra mim, com um sorriso quase tímido, e sentar com tudo no rosto dela. Ele gemeu  quase imediatamente. Não contive minha surpresa. Guto tinha as mãos apoiadas contra a parede e seu corpo tinha uma leve camada de suor. 

Seus gemidos ecoavam pelo quarto e me deixaram paralisada por alguns segundos. A cena era hipnotizante. Eu estava com um tesão enorme, mas muito feliz também de vê-lo se deixar sentir prazer dessa forma. Era indescritível. Quando finalmente me recuperei do transe, desci meu rosto em direção ao quadril de Alina. Beijei suas coxas, dei mordidas leves.

Ela estava muito molhada, quase escorrendo. O gosto era delicioso. Seu clitóris inchado contra minha língua, meus dedos apertando sua cintura mais perto do meu rosto. Os gemidos dela misturados aos de Guto, o som maravilhoso.

Não parei meus movimentos e apertei um dos seios de Alina com uma das mãos, cada vez mais sedenta. Ela rebolava mais e mais contra mim, tanto quanto as amarras permitiam, e até sem estar sendo tocada eu sentia que estava perto de um orgasmo. 

Guto gozou primeiro. Seu corpo tremendo sobre a boca de Alina, que não parou de chupá-lo. Estremeci completamente com sua voz quase aguda agora, descontrolada de desejo e tesão. Alina não demorou. Seu gosto inundando minha língua, ela se contraindo e fechando as pernas ao redor do meu rosto. Delicioso. Guto soltou os braços dela, que se sentou, as pernas ainda abertas e amarradas. 

Nos abraçamos meio estranho, muito calor, suor e vontade. 

Não acabaria agora, era só um gesto de amor entre nós. Era muito (o amor e o tesão). 

E eu mal podia esperar para começar tudo de novo.

KODA GABRIEL © 2021

Esta é uma obra de ficção.

Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida sem a autorização prévia do autor.

Edição e revisão: Maria Freitas

Capa e ilustrações: Gaby Panzito

Leitura Sensível: Alex Fernandes